O P I N I Ã O

 

 

DEFINIR  O  INDEFINÍVEL

- D E U S -

 

Será isso possível?

 

Mas o que é DEFINIR?

- Expor com precisão;

- Enunciar os atributos e qualidades duma coisa ou entidade, por forma a que esta não se confunda com outra;

- Explicar o significado de algo.

 

Se algo é indefinível, é porque não se pode definir, obviamente. Mas será que existe de facto algo que não se possa definir?

É claro que tudo o que desconhecemos não será possível definir até o conhecermos. Mas logo que descobrimos algo e dele tomarmos co-nhecimento, começamos a poder defini-lo, tanto mais completa e pro-fundamente quanto mais conhecimento dele tivermos.

 

Há dias, num jantar de “grupo”, uma parceira de mesa afirmava que só acreditava no demonstrável cientificamente, aceitando contudo as provas referidas por pessoas que ela aceitasse como idóneas, dispensando então qualquer demonstração para si, porque esse conhecimento que lhe era reve-lado, por pessoas “de carne e osso” e que ela entendesse serem competentes e honestas nas suas investigações, aceitava-o como real e certo.

 

Isto a propósito da existência de DEUS, como Ser Omnipotente, Omnis-ciente, Omnipresente, etc. conforme algumas Religiões O “definem”.

 

É evidente que não tentei sequer coagi-la a ter essa definição de Deus, como uma certeza absoluta. Não o consigo demonstrar cientificamente de forma “palpável”. Limitei-me tão só a dar-lhe o testemunho da minha vivência e da forma como SINTO a existência de Deus, como Fonte de toda a Criação – Energia Suprema – Espírito dos Espíritos – o TODO – Aquele que É.

 

Essa pessoa aceita porém que muitas coisas que ela ainda desconhece sejam presumivelmente possíveis, com base nos conhecimentos que dia-a-dia vão aumentando; mas terão que ser sempre demonstráveis de forma visível !

 

Ora se Deus é invisível, como poderá ela acreditar, ou melhor, ter a certeza da Sua existência e dos atributos que Lhe são referidos ?

 

Muito embora não me tenha sentido frustrado por não ter conseguido dar elementos que a levassem a aceitar as evidências (para mim) da Sua real existência, limitei-me a dizer-lhe, talvez um pouco impiedosamente:

- lamento que seja tão céptica – “problema seu” !!! ... Um dia, quem sabe ?

Mas no fundo fiquei triste, por sentir que no seu íntimo ela quer Crer, mas não quer abdicar da evidência palpável.

 

Ora, não sendo o Espírito palpável nem visível à vista humana, jamais poderá aceitar a sua evidência, enquanto não começar a abrir a sua “visão” espiritual e desenvolver a sua sensibilidade metafísica e sintonizar-se com o TODO.

 

Entretanto, já há dias surgiu-me uma formula matemática, que de certo modo ilustra, ainda que grosseiramente, como era possível um infinitamente pequeno (como alguns dizem que são nossas Almas - Espírito que nos anima) ser um infinitamente PODEROSO, à semelhança do Espírito Supremo (sem Tempo nem Espaço, portanto também Ele sem dimensão) do qual provimos.

Essa fórmula refere que o Infinitamente Poderoso é igual ao inverso do Infinitamente Pequeno[1], que se traduz da seguinte maneira:

 

¥P = 1/¥p , isto é, 1 = ¥P/¥p  (Unidade = ao TODO)

ou seja 1 = P/p. Assim, temos que  P/p = 1,  então P = p

 

- em que ¥PInfinitamente Poderoso, sendo  PPoder Espiritual

- e, ¥p – Infinitamente Pequeno, sendo  p pequenez (dimensional).

 

- Apresentando por números, por exemplo na base 10, se tivermos:

       ¥p = 0,0000000 ......00000001n     e 1/¥p = 1.0000000.......0000000n  

então, sendo ¥P = 1/¥p, teremos também   ¥P = 1.0000000.......0000000n  

em que  n = ¥ (infinito).

 

Sendo o Infinitamente Pequeno (¥p) o inverso do Infinitamente Poderoso (¥P), isto na Dimensão Espiritual, que é a Dimensão em que Deus se manifesta em toda a Sua Plenitude; então, poderemos concluir que: quanto mais pequena (no sentido de humildade, pureza) é a Identidade em causa, maior será o seu Poder Espiritual.

O mesmo se passa com o Ser Humano = Espírito + Mente + Corpo:

- quanto mais humilde e puro for, maior será o seu poder Espiritual.

Talvez que fosse a isso que Cristo se referia ao dizer:

- “No Reino do meu Pai os mais pequenos (humildes) serão os MAIORES (mais poderosos espiritualmente falando) e os maiores (mais poderosos material e socialmente falando) serão os mais PEQUENOS.”

 

Então, hoje de manhã ao acordar, veio-me ao pensamento a aplicação prática desta fórmula, explicável da seguinte maneira:

- Até há poucas décadas, estávamos habituados a constatar que a potência dum animal, ou duma máquina, se media pela sua dimensão relativa.

- Quanto maior, mais potente.

Com o desenvolvimento da tecnologia, verificamos que, de acordo com os componentes das máquinas, ou forma de alimentação dos animais, ou mesmo no caso do homem (dietas especiais para desportistas, etc.), a sua potência aumenta, não mais de acordo com a dimensão, mas essencialmente de acordo com a qualidade dos elementos que lhes permitam transformar a energia recebida em energia geratriz.

Constatamos, por vezes assombrados, que por exemplo no caso dos com-ponentes electrónicos, particularmente no ramo da informática, com aparelhos cada vez mais reduzidos em dimensão e peso, mais capacidades eles têm, isto é, mais poderosos são, relativamente à sua dimensão unitária.

O caso mais concreto é a energia atómica, que com quantidades diminutas se consegue gerar milhões de vezes mais energia que o mesmo peso de outro tipo de combustível fóssil (petróleo, carvão) ou mesmo vento ou água.

Estes exemplos parecem-me a mim bastante ilustrativos no que se relaciona com o Poder Espiritual (de elevadíssima “qualidade energética”) que cada Ser pode dispor, infinitamente superior ao seu poder humano, muito embora ele resida no “infinitamente pequeno – a Alma”, invisível à vista humana e mesmo à observação microscópica, usando os mais sofisticados e potentes microscópios electrónicos e ou astronómicos, se a tal fosse possível sujeitá-la, porque na realidade a Alma, como qualquer Ser Espiritual, é incomensurável, porque faz parte duma Dimensão onde não faz sentido conceber o conceito de espaço linear ou tridimensional, como nós nesta nossa Dimensão Terrena a concebemos.

 

Resta-nos portanto SENTIR os efeitos na Natureza e em nós, desse Poder Divino, para podermos concluir que ele de facto existe, sem necessidade de qualquer demonstração física, para além da confirmação dos Grandes Mestres, que a história confirma a sua existência e, do Mestre dos Mestres – Jesus Cristo, que nos transmitiu essas Verdades. Ele próprio várias vezes demons-trou visivelmente esses Poderes Sobrenaturais e afirmou explicitamente, que todos nós os possuímos, se nisso CRERMOS.

 

É um pouco como o AR quente ou frio que por nós passa em forma de brisa subtil, ou de vendaval tempestuoso e a própria Respiração. Não vemos o ar que por nós passa e ou respiramos, mas sentimos os seus efeitos, ou a sua falta.

Para sentirmos o ar é preciso: em 1º lugar estarmos vivos; em 2º lugar termos os sentidos do tacto e do olfacto mais ou menos apurados; em 3º lugar, que o ar esteja minimamente em movimento, caso contrário nem damos conta da sua existência. Já a respiração, sendo VITAL para a nossa sobrevivência física, quando ele falta, ou simplesmente rareia ou se torna sufocante, logo damos pela sua falta, mesmo sem aqueles sentidos apurados ... .

Assim também, para sentirmos a presença Espiritual, temos de estar “vivos espiritualmente”, isto é, CONSCIENTES que o Espírito é a nossa essência ETERNA e imutável, e que precisamos de estar ABERTOS à sua manifestação em nós, apurando os nossos sentidos, não os físicos mas os espirituais, abstraindo do mundo físico o mais possível e sintonizando-nos com o nível energético Espiritual, ligando-nos ao sobrenatural, numa total e humilde entrega.

 

Para quem este SENTIR não basta para CRER, então lamento. Espero que um dia consiga retirar de si as camadas de poeira que cobrem a sua Essência e a sua “visão introspectiva” que poderão levar a ver Deus, que sempre esteve em Si.

 

Umas perguntas gostaria de fazer aos cépticos:

- será que também não acreditam que têm pensamentos, só porque não são visíveis, apesar de já haver instrumentos electrónicos (E-metro) que permitem medir a mudança de intensidade mental, traduzido em energia que acciona um voltímetro ?

 

- e quanto aos Sentimentos que traduzem certos Pensamentos, donde provém e o que são para eles ?

 

Tanto duns como doutros, apenas os sentimos e conhecemos os seus efeitos secundários, pois também esses não são visíveis.

 

Será que essas pessoas têm medo de acreditar que para além do corpo físico, material, limitado e perecível que possuem, têm algo mais: ilimitado, imaterial e eterno ?

Esses cépticos ou pseudo-cépticos (que se dizem: “ateus, graças a Deus”), defendem-se dizendo que: crer na Vida Eterna ou na Reencarnação, entre outras coisas, para além da necessidade de se praticar o Bem para atingir a sua elevação espiritual, e acreditar na Lei do Retorno (ou do Karma), a qual diz que “colhemos o que semeámos” (de bom ou de mau); não passa de sub-terfúgios para “aceitarmos” as doenças e os males que nos acontecem, subli-mando assim o sofrimento consequente e esperar que os outros sejam bons, pelo menos para nós, etc., etc. .

 

Admitindo mesmo que, tudo isso não passa de subterfúgios, pergunto:

- Como é que Eu sou mais Feliz ?

- conseguindo sublimar os meus sofrimentos e transformar os acon-tecimentos negativos em positivos ?

- ou, simplesmente sofrer e aguentar sem mais, e sujeitar-me às nega-tividades usando a vingança, para seguir a máxima bíblica (mal interpretada) de “olho por olho, dente por dente”, em vez de “amor, com amor se paga” e “paga sempre o mal com o bem” que traduz de certa maneira o “dar a outra face” ou seja o reverso ?

Se a resposta escolhida for a primeira, penso que é preferível os tais subterfúgios para viver FELIZ do que viver infeliz, orgulhosamente incrédulo.

De facto não consigo demonstrar por “A + B” = “B + A” que não somos um Corpo, mas sim um Ser Espiritual, ETERNO, que utiliza um Corpo nesta Dimensão física para se experiênciar, no sentido de conseguir um estágio espiritual elevado em que, apesar das limitações do corpo físico, consegue harmonizá-lo e usufruir das sua Qualidades Divinas, construindo nesta Dimensão um “paraíso” semelhante àquele donde proveio inicialmente; onde só reina a Paz e o Amor incondicionais; onde as palavras limitativas são substituídas por Pensamentos e Sentimentos perceptíveis de todos; onde a dualidade não tem mais cabimento, nem como diversidade complementar, porque a UNICIDADE foi atingida pelo ENTENDIMENTO.

 

Cabe pois, a cada um escolher o sentido de vida que mais e melhores respostas dê à sua felicidade no aqui e agora, sabendo que o presente é, no instante seguinte, o seu o passado e o futuro o novo presente. Como ele for preparado assim dele usufruirá.

 

Reconheço que a maior aventura que o homem pode ter, é descobrir-se, e transformar o “estranho” que tem sido para si mesmo, por vezes o seu próprio inimigo, no seu maior amigo e fiel companheiro, que amando-se tal como é, faz inevitavelmente transbordar esse amor incondicional para os outros e deles receber, directa ou indirectamente, de imediato, a curto, médio ou mesmo longo prazo, o RETORNO desse AMOR difundido.

 

Não há que temer encetar essa AVENTURA.

O resultado final é sempre positivo e revelador.

 

21 de Junho de 2003         M.M. Cordovil

 

Índio surpreende chefes na reunião de cúpula 21/Maio/2002 por FERNANDO MENEZES.

 

A conferência dos chefes de estado da União Européia, Mercosul e Caribe, encerrada no fim de semana passado, em Madri, viveu dois momentos surpreendentes.

O primeiro por causa da desatenção dos presidentes do México, Vicent Fox, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. No intervalo de uma sessão os dois conversaram com franqueza e desancaram os EUA que, segundo FHC "fala muito e faz pouco". Não sabiam que os microfones de uma estação de TV estavam ligados, e assim, apanhados no contrapé, admitiram a gafe. Mas surpresa mesmo tiveram os chefes de Estado europeus, que ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e de exactidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central. Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no Arquivo das Índias que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Terá sido isso um saque?

- Não acredito porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao Sétimo Mandamento!

Teria sido espoliação?

- Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio?

- Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirma que a arrancada do capitalismo e a atual. civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos!

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de outros empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indemnização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano Marshalltesuma, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho diário e outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, poderemos perguntar:

Os irmãos europeus fizeram uso racional desses fundos?

Não.

- No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto e outras formas de extermínio mútuo.

- No aspecto financeiro foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, de cancelar o capital e seus juros.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, e nos obriga a reclamar-lhes o pagamento do capital e dos juros. Mas não cobraremos de nossos irmão europeus vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros. Nosso limite é exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um urro módico de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos.

Sobre esta base, e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de prata, multiplicada por 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total seriam precisos mais de 300 cifras, e, que supera o peso total do planeta Terra."

Quando terminou, o cacique nem sabia que estava expondo tese de Direito Internacional.

Os europeus ali reunidos devem ter percebido que nesse tempo de globalização e tecnologia, índio já não quer mais apito, quer que lhe paguem o devido, com juros.

 

*  Retroceder

 

 



[1] Os matemáticos inventaram o símbolo ¥ para designar INFINITO. Ora na dimensão humana não é conceptível o INFINITO, no entanto, para determinados cálculos matemáticos é necessário admitir a sua existência, particularmente quando nos referimos aos LIMITES máximo (infinitamente grande ¥ +) e ao mínimo (infinitamente pequeno  ¥ -).

Para maior compreensão do que será o infinitamente pequeno, o meu professor de matemática explicava assim:

- imaginem-se a uma determinada distância duma parede, por exemplo a 10 metros. Depois avancem para ela por etapas; sendo a primeira etapa a metade da distância inicial (de 10 metros), ficando assim no final da 1ª etapa a 5 m da parede; na 2ª etapa anda novamente metade da distância a que ficou, ficando assim a 2,5 m; na 3ª etapa andariam novamente metade do espaço restante, e assim sucessivamente até chegar definitivamente à parede.

Conclusão, nunca mais alcançaríamos a parede porque haveria sempre uma metade do espaço anterior a percorrer. A partir de certa altura o espaço a percorrer seria tão pequeno que nem por meios electrónicos seria visível, nem fita métrica que conseguisse medir a distância a percorrer. O minúsculo espaço que faltaria na hipotética última etapa, dá-nos a noção do INFINITAMENTE PEQUENO.

O raciocínio contrário serve para ter a noção do INFINITAMENTE GRANDE (ou INFINITO propriamente dito), se em cada etapa andarmos sempre o dobro do que andámos, ou, no exemplo apresentado, na base 10, andaríamos sempre dez vezes mais, nunca alcançando o INFINITO porque havia sempre possibilidade de avançar mais, SEM LIMITE.