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À COMISSÃO INSTALADORA da

ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO  HUAMBO

 

Com especial atenção

à Senhora Dona ILDA  GAVINO  COELHO

 

AMIGOS

 

É COM GRANDE SATISFAÇÃO QUE A “A.I.A.A.” – Associação Internacional Amigos de Angola regista o interesse da vossa Comissão para a constituição da Associação Amigos do Huambo (Angola).

Em conformidade, transcrevemos com a devida vénia, do escritor luso-angolano João da Chela, o seguinte, publicado em Setembro de 1956.

“... Ficamos maravilhados  com NOVA LISBOA, cuja fama de linda cidade, moderna e airosa vem de há muito. A actual cidade dos jardins, das ruas largas, do pó e do capim, tornou-se quase um milagre de esforço da gente que por ali ficou a fazer vida. Há meio século era, como se sabe, uma terra de gentio, simplesmente conhecida pelo nome do Huambo. Terra de traição e morte, inóspita e interdita, quem se aventurasse a estas paragens podia ir com a certeza de ter os seus dias contados e, se vingasse a sua existência por ali, podia gabar-se  da companhia da sua boa estrela.”

“Mas foram, e foram muitos. Como sina que nunca se quebrou e tinha de cumprir-se, porque isso ficou escrito no LIVRO DO DESTINO dos portugueses, os portugueses lá foram, caminhando do mar de BENGUELA, de tenda às costas, de pacotilha aviada, levando consigo uma alma forte, a coragem e a fé, constituindo assim uma epopeia de aventura e de beleza, sofrendo as primeiras angústias ao enfrentar os grandes perigos ...”.

Na verdade, a 19 de Setembro de 1902, a coluna do Sul, comandada por Teixeira Moutinho, obrigou a rendição do inesquecível e poderoso SOBA do HUAMBO, vencendo o último reduto da escravatura dentro de Angola, libertando assim muitos daquelas paragens, sujeitos ao DESPOTISMO e CRUELDADE inerentes.

No entanto:-

A 11 de Janeiro de 1890 deu-se o ULTIMATUM INGLÊS em resposta à tentativa de PORTUGAL de ocupar as regiões compreendidas entre ANGOLA e MOÇAMBIQUE, dando corpo a um projecto consagrado pela REGENERAÇÃO de fundar a África meridional Portuguesa da Costa Atlântica à Contracosta, (no mapa designado a cor de rosa).

A 20 de Agosto do mesmo ano, celebra-se o Tratado assinado entre PORTUGAL e INGLATERRA, pelo qual se delimitavam as possessões portuguesas ao norte do Zambeze, se reconhecia em todos os territórios africanos de ambos os países a liberdade religiosa de culto e ensino, se acentua a liberdade recíproca de navegação e comércio nos rios, lagos, canais e portos marginais do interior, e se proclamava inteiramente livre, para o navios de todas as nações, a navegação do Zambeze, Chire e seus afluentes. Deste modo, não só se confirma a perda de tudo o que Portugal já tinha sido obrigado a abandonar pelo o ULTIMATUM, como ainda se abria mão de territórios não contestados ao norte e ao sul, e se facultava um novo campo à colonização inglesa ao ser permitida a liberdade de culto, de comércio e de navegação. Este tratado, considerado como mais uma humilhação infringida por INGLATERRA a PORTUGAL, deu origem,  à semelhança do que acontecera com o acatamento do ULTIMATUM, a nova onda de manifestações de protesto.

A 28 de Maio de 1891, há a celebração de um outro tratado entre Portugal e Inglaterra, que substituía o Acordo firmado anteriormente, pelo qual, em troca de algumas concessões inglesas na região do Zumbo, o Governo Português reconhecia a nova fronteira de MANICA, onde perdia as zonas mineiras mais ricas acedia à liberdade de navegação e prometia construir um caminho-de-ferro que fosse da Beira (Moçambique) à fronteira da antiga Rodésia, a actual  Zimbabwe. O Tratado é bastante contestado em Lisboa, por ser, em alguns aspectos, mais gravoso para Portugal do que o assinado em 20 de agosto de 1890, na sequência do ULTIMATUM.

É neste CONTEXTO que há uma resposta a esses ULTIMATUM e TRATADOS, por parte de ALBINO ESTEVÃO DE VICTÓRIA-PEREIRA (bisavô do actual Presidente da “AIAA” – Carlos Caldeira de Victória-Pereira) no seu livro “UMA EXPLORAÇÃO AFRICANA A NOVA LISBOA”, cidade essa concebida no HUAMBO (Angola) e que seria a futura CAPITAL DO IMPÉRIO LUSO-AFRICANO, cujo livro foi editado e publicado em Janeiro de 1890, na Marinha Grande, em Portugal.

E assim nasce NOVA LISBOAHUAMBO, decretada cidade pelo Alto Comissário de Angola, general Norton de Matos em 1923/24.

Por nos parecer oportuno e de grande interesse, transcrevemos seguidamente, de ALBINO ESTEVÃO DE VICTÓRIA-PEREIRA, do seu referido livro, o texto correspondente à portentosa cidade de Nova Lisboa, localizada exactamente na Região da EMBALA do SOBA do HUAMBO, região riquíssima em minérios de ferro, ouro, prata, além do mais, situada no PLANALTO CENTRAL, cuja altitude média é de 2.000 metros.

Setembro de 1890:

 

“A NOVA LISBOA

Tinha-se finalmente removido todas as dificuldades e a Nova Lisboa ia ser edificada.

Dos diferentes projectos apresentados por engenheiros estrangeiros e nacionais, foi adoptado um elaborado por M. G. distincto official da nossa engenharia militar, em comissão na África.

Foi escolhido um amplo plateau com quatro leguas quadradas, e a cidade tendo a face a poente apoiada na margem esquerda do Rio Cunene, e a do nascente no riacho Bomba, formava um verdadeiro quadrilatero dividido uniformemente em ruas paralellas de norte a sul de nascente a poente.

Seis avenidas de trezentos metros de largura, cruzavam-se em diversos sitios, tendo vastissimas rotundas de bifurcação.

No centro da cidade haveria uma praça frondosamente ajardinada, onde a liberdade seria representada por um elegante monumento.

N’este ponto da cidade, como o mais central, seriam edificadas todas as repartições publicas, e o movimento burocratico e commercial, ficaria por assim dizer ligado intimamente.

Todas as comodidades da vida, todos os melhoramentos que a Europa tem inventado para conforto da humanidade, tudo ali se poria em acção, acommodando-se no meio em que estavam.

O abastecimento das aguas foi cuidadosamente estudado.

O saneamento questão importante de hygiene, se não era precisamente o systema Berlier, obedecia contudo a um principio de canalisação tão perfeito de valvulas e syfões com circulação continua d’agua do rio, que não deixava cousa alguma a desejar.

A iluminação seria toda a luz electrica, tanto nas ruas e praças como nos estabelecimentos particulares, theatros e repartições publicas..

As construções estavam todas sujeitas as umas certas normas regulamentares, de que não se podia sahir.

O ferro era empregado de preferencia em todas as edificações a qualquer outro material.

Differentes e vastas redes de caminhos de ferro, ligavam entre si, todos os pontos da cidade.

A Nova Lisboa ia surgir no meio do sertão.

Os engenheiros encarregados da execução do projecto, procediam sem demora e sem interrupção aos trabalhos.

Por toda a parte grandes grupos de naturaes, portuguezes, hespanhoes, francezes e americanos, coadjuvados por machinas poderosas, derrubavam annosas e frondentes arvores, que eram immediatamente serradas e apparelhadas em acção de servir a insdustria.

Wagonetes carregadas de ferro, de pedras, de terra e diversos materiaes, passavam e repassavam em todas as direcções.

Aqui uns, á força de braços, abriam canos enormes e architectavam abobadas espaçosas, construindo a parte subterranea da cidade, completamente indispensavel  á sua salubridade.

Acolá, outros, lançavam os alicerces ás edificações mais ou menos peasadas, mais ou menos sumptuosas, que dentro em pouco se esgueriam vistosa e elegantemente, onde a vila com todas as phases da civilização iria dar um tom novo aos aborigenes e indigenas d’aquelas paragens que radiantes de alegria se entregavam com afan ao trabalho de construir a sua cidade.

Atroavam o ar silvos estridentes do vapor, que applicados a grandes machinas fazia mover poderosas alavancas.

Ouvia-se o ranger plangente e agudo de grossas e pesadas correntes de ferro, escorregando nos gornes de volumosos cadernaes.

Sentiam-se os sons cavos de centenas de enchadas e picaretas que revolviam o terreno, e o sussurro de vinte mil operários fallando, gritando, berrando, em todas as linguas era de vez em quando interrompido pelo estampido  medonho d’algum cerro que voava pela acção potente da nitro-glycerina, ou d’outro explosivo,-alavancas monstras do progresso.

O prazo para as empreitadas estarem concluidas era d’um anno sómente!

O ouro não foi regateado, e os homens com esse motor soberano abravam prodigios de destreza e rapidez.

O Cunene e os outros rios navegados já por barcos proprios, auxiliados por tramways movidos pela electricidade, nos sitios onde os rapidos interrompiam a navegação traziam todos os dias de differentes pontos do interior viveres, que as terras cultivadas forneciam abundantemente.

Da Europa chegavam tambem os productos, que ainda ali não havia.

Poderosos candelabros electricos alumiavam de noute os operarios que vinham render os que trabalhavam de dia.

Arthur Magalhães[1] não tinha descanso. Tão depressa passava n’um wagonete na direcção do norte, para observar o trabalho do engenheiro que andava abairrando n’aquelle lugar, como no mesmo momento se via a cavallo no seu veloz Arabi, a escalar um elevado monte que os mineiros fumavam, para terraplanar a cidade.

Dividia-se e multiplicava-se tão assombrosamente, que parecia possuir o dom da ubiquidade.

O governo dos doze, que tinham formado, seguia o exemplo que o dr. lhes dava, de continuo trabalho, movimento e acção, e por isso não gastavam tempo em discussões inuteis e verbosas.

A acidia, a negligencia e a preguiça, tinham completamente desapparecido d’aquelles homens outro’ra tardos descuidados e inertes.

Cada um dos doze pela sua parte andavam com a sua presença os naturaes e os outros trabalhadores incutindo-lhes o ardor necessario para a realização de tão gigante obra.

D. João resgatava bem com o trabalho e com o exemplo, as leviandades do passado.

O governo portuguez que largamente tinha discutido com o dr. e com os sobas confederadores, a realisação dos desejos d’estes, lavrou um auto de convenção e cedencia de terras para edificações e cultivo, assignado pelo governador geral d’Angola, governadores de Benguella, Mossamedes, pelo delegado especial, que para esse fim tinha ido a Lisboa, e pelos sobas confederados, por Arthur de Magalhães, D. João , capellão e Francisco Antonio.

O dr. tendo um horror inaudito ao grande palavrorio empregado na metropole por pares do reino e deputados quando se discute a mais insignificante medida administrativa, e como homem pratico, que realmente era, conseguiu que o auto contasse apenas doze artigos, e não formasse um grosso volume, como formaria, se fosse feito na Europa, pelos legisladores de officio.

A convenção estava feita n’estes termos:

Artigo 1º. O governo portuguez reconheceria a confederação dos sobas das terras do Sambo, Huambo, Moma e Caquingue, nos limites que elles tiveesem, como debaixo da sua jurisdição, á data d’este auto, como o dr. Arthur de Magalhães e a expedição portugueza. (Seguia-se a lista dos nomes)

Os limites seriam previamente demarcados.

A confederação reger-se-ia por leis especiais, feitas por ella, reservando-se o governo portuguez nomear um juiz e pessoal judiciario, para aquelles que em ultima instancia quizessem recorre a elle.

Artigo 2º. O governo portuguez organisaria uma força militar europea, composta de oitocentos homens para fazer a policia da cidade e outras terras.

Esta força seria paga pela confederação, ficaria completamente sujeita ás ordens do governo dos doze e apenas o seu commandante, poderia recorrer para o governo portuguez, em casos de duvida, ou d’extraordinarios acontecimentos.

Artigo 3º. A confederação reconheceria El-rei de Portugal como seu legitimo soberano, e arvoraria sempre a sua bandeira ao lado e á distancia de tres metros, da bandeira portugueza.

Artigo 4º. No caso da confederação ser ameaçada, tanto interna, como externamente, o governo portuguez auxilial-a-ia com forças necessarias.

Artigo 5º. A confederação não poderia applicar a pena de morte.

Artigo 6º. Os processos criminaes seriam sempre patentes ao juiz e ao residente nomeado pelo governo portuguez, todas as vezes que elles os quizessem observar.

Artigo 7º. O residente e o juiz não poderiam intervir em cousa alguma na administração da confederação.

Artigo 8º. A navegação do Cunene e outros rios, que atravessassem os terrenos da confederação, nunca poderia ser concedida a qualquer companhia estrangeira e especialmente á Inglaterra.

Artigo 9º. A mesma clausula com respeito ás linhas ferreas e outras vias de comunicação.

Artigo 10º. Todos os artigos d’exportação e importação em mutuo commercio da confederação com qualquer ponto da costa, ou outros, gosariam do beneficio concedido ás nações mais favorecidas.

Artigo 11º. Era completamente abolida a escravatura, sob qualquer forma que se quizesse sophismar, empregando a confederação todos os meios para auxiliar o governo portuguez, na perseguição dos individuos, que se ocupassem em tal trafico.

Artigo 12º. A confederação obrigar-se-ia a pagar do governo portuguez no 1º dia de maio de cada anno. Um decimo do producto liquido de todas as suas receitas, quer de minas, caminhos de ferro, contribuições etc, - que o residente fisaclista, velando pelo exacto cumprimento d’este artigo e dos outros contidos n’este auto.

O governo portuguez conheceu que o único meio d’animar aquella nascente colonia, seria livral-a das peias dos codigos metropolitanos, feitos por uma civilização avançada mas impplicaveis a gente que estava ainda bastantes seculos atraz de nós na estrada do progresso, e compenetrando-se d’esta ideia justa e verdadeira, assignou o contrato.

Assim a confederação com as suas sabias leis e com os seus costumes, em convivio com as nossas, e com os nossos habitos, ir-se-ia modificando a pouco e pouco, sem que a transformação radical por que passaria, a assustasse e a desanimasse.

O governo dos doze fora uma creação do dr., para que os chefes, sobas ou séculos, partilhassem com elle o poder, e como melhores conhecedores do seu povo o incitassem a auxiliar de boa vontade aquelle trabalho, onde tudo era necessário cear e fazer.

D. Amelia, D. Candida e o capellão não tinham descanço, ora tratando os doentes e os feridos pelo trabalho violento e perigoso das minas, ora acariciando os velhos e as creanças, ora ensinando a uns e a outros as palavras do envagelho.

A sua presença animava os trabalhos da cidade e as senhoras com o seu fino tacto e bom gosto aconselhavam os aformoseamentos a fazer nos espaçosos squares, e lembravam os mil nadas de que dependia a belleza dos parques, dos tanques, dos jardins, das estufas e dos canteiros. E estes genios de fadas, faziam da Nova Lisboa um bouquet de mimosas boninas, entrelaçado de fios de perolas e crystallinos diamantes.

A capital do futuro Imperio Luso-Africano, era edificada com ouro, pela mão dos anjos!

O seu porvir seria o da abundancia, da paz, do trabalho e do socego benefico dos ditosos e das almas felizes.

A Nova Lisboa, era o baluarte vigilante contra o horrido, nefando, sanguinario, vil e infame trafico da escravatura. Era o estanque de tantas lagrimas derramadas pelos infelizes e indefezos escravos e as bençãos d’elles, dos desgraçados, dos mesquinhos, dos tristes, fariam com que ella se ostentasse sempre impavida, soberba e juvenil, sobre as margens do Cunene.

A cidade fundada por Arthur de Magalhães, era o templo da civilização, que tinha surgido das selvas, das mattas virgens, dos sertões inhospitos, como redemptor d’aquelles povos arredados do tracto do mundo, das comodidades da vida e das leis da christandade; por isso Deus a tomaria sob a sua protecção infinita.

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A Nova Lisboa não era um projecto, um sonho, a Nova Lisboa ESTAVA CONCLUÍDA.!

Era uma cidade de pedra e de ferro, com edificios sumptuosos, bem arejados e dispostos em ruas largas, amplas e formosas.

A multidão que passava não era uma multidão anonima, parasita e vadia, era um povo que apressado se dirigia aos seus mesteres, que trabalhava, que se divertia, que vivia feliz e na abundancia.

Os monumentos das suas praças tinham alta significação, um, era a Liberdade quebrando os grilhões duros e pesados da escravidão, arrojando-os radiante e satisfeita para bem longe; - outro, era o progresso desbargando os vastos campos incultos, brotando d’elles a abundancia e a riqueza; e muitos outros synthetisavam a vida da colonia, sobresaindo entre elles a estatua de Arthur de Magalhães, como d’um genio superior, que chega, vê, pensa e executa e ao toque da sua vara magica nasce do nada e floresce uma rica, opulenta, formosa e vasta cidade!

Por entre a multidão passavam os estrangeiros admirados, e olhavam-se satisfeitos uns, invejosos outros, conforme a nacionalidade a que pertenciam.

O único que parecia estranho ás honras e ás riquezas, era o bom padre cappelão, que no seu espirito sublime de verdadeiro sacerdote, só cuidava em conquistar para Deus, as almas dos pobres pretos, e este passa-tempo e trabalho a que se entregava, era para ele a felicidade, vendo coroados de bom exito os seus esforços.”

 

AMIGOS  HUMBANDENSES:

A “A.I.A.A.” regista este acontecimento resultante da Constituição de Associação AMIGOS DE HUAMBO, organização da responsabilidade de brancos, negros e mestiços, gente de bem !, na DIÁSPORA, como um facto que dignifica e honra todos os Humbandenses de ontem, de hoje e de sempre !

 

Lisboa, 15 de Outubro de 2002

 

 

De V. Exa.

Atenciosamente

 

 

Carlos Caldeira de Victória-Pereira

- Presidente -

 

Manuel Maria Caldeira de Potes Cordovil

- Vice Presidente –

 

 

 

 

“Nova  Lisboa  Huambo”

 

Nova Lisboa, Huambo,

que nasceu princesa e rainha

para ser capital

dum Império Africano,

fazendo até que Lisboa

ultrapassasse o Oceano

e fosse nascer em Angola,

terra abundante, Terra minha!

 

Fora uma resposta

a um ULTIMATUM, que tinha

por fim separar

a Terra Moçambicana,

(ao mar Indico virada,

apagando linha a linha

MAPA COR DE ROSA),

da fronteira angolana.

 

Cidade fértil

implantada no Sertão

do Planalto Central,

onde nasce o Kunene,

o manso Quanza,

o revolto Kubango

e o Kuito.

 

Cidade que vive

do milho e do feijão,

com cosmes silvestres

de perfume perene

entre uma árvore frondosa

e um esguio eucalipto

naquela imensidão.

 

Tapada das Mercês, 14 de Outubro de 2002

Carlos Caldeira de Victória-Pereira

 

 

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[1] Eng. Director das obras