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                                         ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL

                 AMIGOS DE ANGOLA

                                  A.I.A.A.

 

CARTA  ABERTA

- POR  UMA  ANGOLA  UNA  E  INDIVISÍVEL -

 

Dirigida a,

Suas Excelências:

 

- PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA

- PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL DA REPÚBLICA

  DE ANGOLA

- PRIMEIRO MINISTRO DE ANGOLA

- AUTORIDADES MILITARES ANGOLANAS

- AUTORIDADES ECLESIÁSTICAS

- PRESIDENTES DOS PARTIDOS POLÍTICOS DE ANGOLA

- CORPO DIPLOMÁTICO ANGOLANO

 

DIRIGIDA AINDA AOS:

- ANGOLANOS

- FILHOS DE ANGOLA

- FILHOS ADOPTIVOS DE ANGOLA

- AMIGOS DE ANGOLA

  e à BOA VONTADE da COMUNIDADE  INTERNACIONAL

 

 

EXCELÊNCIAS:

 

ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL AMIGOS DE ANGOLA, com sede em Lisboa, junto da Comunidade Angolana e Luso-Angolana, quer em Portugal quer no estrangeiro, particularmente com maior incidência no Canadá (Toronto), pretende apoliticamente apoiar iniciativas privadas que visem contribuir, moral e materialmente, para o apoio do retorno dos angolanos às suas terras de origem.

 

Este Projecto é apoiado também pela “PAULO ALEXANDRE’S CANA-DIAN FOUNDATION” (Afro-Luso-Brasilian and Asiatic Centres) em (AID, Education-Culture-), com sede em Toronto – CANADÁ.

 

As duas Instituições Privadas contam com o apoio de um grupo de empresários de Portugal e do Canadá, além de outros, para diligenciarem e concretizarem este PROJECTO HUMANITÁRIO.

Entendem as duas Instituições, em conjunto, que não basta colocar populações em território angolano e ficarem aí entregues à sua sorte ou à dependência de “Esmolas” caritativas, prestadas por organizações públicas ou privadas internacionais, nem sempre disponíveis.

 

Este projecto Privado de Apoio ao Retorno dos angolanos assenta, além do mais, na recuperação das Vilas, Povoações e Povos das Províncias de Benguela, Namibe, Huíla Cunene e Huambo, destinadas à ocupação e acomodação de pessoas e bens.

Este Projecto visa ao funcionamento de auto-garantias locais e regionais de abastecimento, com recursos ao trabalho ou ao rendimento das propriedades, destacando-se a presença do funcionalismo público angolano e das entidades privadas patronais com o seu elenco prestativo de serviços.

Sabendo que a reocupação destas Vilas, Povoações e Povos carece de financiamentos capazes, a “AIAA” e a “Paulo Alexander’s Canadian Foundation”, pretendem assim incentivar a que Empregadores e Empregados se instalem nessas áreas com os recursos técnicos, económicos e financeiros, de forma a serem capazes de aproveitarem os recursos próprios de cada zona.

 

Há ainda a recuperação das chamadas “LAVRAS”, ou pequenas propriedades de café (de cinco a cinquenta hectares de terreno), que se situam nas Províncias do Uíge e dos Dembos.

Estas LAVRAS constituem-se, por si próprias, como DIREITOS ADQUIRIDOS por parte de entidades consuetudinárias daquelas regiões, desde sempre, mesmo durante o Regime Colonial Português.

A recuperação da sua exploração começa pela ocupação e acomodação dos POVOS TRADICIONAIS (entre eles, por exemplo, Cassacassongo, Culo, Cazua Cazundo, situadas no Concelho de Negage – Uíge) e consequentemente a exploração do Café Robusta próprio da região.

 

A “Paulo Alexandre’s Canadian Foudation” dispõe-se desde já a contribuir generosamente com donativos para a reconstrução de moradias nesses Povos, incluindo a Igreja local; e apoiará a Escola Primária e outras estruturas necessárias ao bom e salutar desenvolvimento inerente.

A “AIAA”, por sua vez, poderá contribuir com a instalação de terreiros em cada Povo, para secagem do café, com base em solo-cimento, assim como armazéns comerciais de recolha dos produtos produzidos ou adquiridos.

Por sua vez, os Empresários, prometem instalar Empresas nas Sedes dos Distritos com abrangência técnica, económica e financeira, sendo representadas nas sedes de Concelho com Escritórios; Armazéns de compra e venda; e consequentemente com a montagem da industria do DESTAQUE do CAFÉ correspondente.

O mesmo grupo de Empresários poderá investir na torrefacção, Moagem e Ensacagem de Café referido na área da CELA, Província do Quanza Sul.

 

Com estas disposições, pretende-se que os ANGOLANOS ou seus ASSIMILADOS beneficiem e controlem a riqueza natural angolana neste âmbito, dentro do possível, de forma a que se consinta a sua dignidade de CIDADÃOS LIVRES e INDEPENDENTES, indiferentemente da sua COR, CREDO POLÍTICO e OU RELIGIOSO.

 

Lisboa, 23 de Junho de 2003

 

OS SIGNATÁRIOS, EM REPRESENTAÇÃO

 

DA

ASSOCIAÇÃO  INTERNACIONAL  AMIGOS  DE  ANGOLA:

 

Carlos Caldeira de Victória Pereira

(Presidente)

Manuel Maria Caldeira de Potes Cordovil

 (Vice-Presidente)

Emanuel Pascoal Fernandes Gonçalves

António Manuel Ilhéu Merca

Alfredo Joaquim Bento

 

 

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