3 -

                      ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL

           AMIGOS DE ANGOLA

                  A.I.A.A.

 

 

Dirigida à atenção de:

 

- Organismo Canadiano de Assistência e Consultoria (S.A.C.O. – C.E.S.O.)

- Fundação EDUARDO  DOS  SANTOS  (Angola/Canadá) – F.E.S.A.

- PAULO  ALEXANDER’S  CADANADIAN  FOUNDATION

- AMIGOS  DE  ANGOLA

 

a ainda:

 

- ANGOLANOS

- DIÁSPORA ANGOLANA

- TODA  A  POPULAÇÃO  EM  GERAL

 

Senhoras e Senhores:

 

No passado dia 21 de Julho do corrente ano, a Fundação Eduardo dos Santos – “F.E.S.A.”, com sede em Luanda, República de Angola, abriu ESCRITÓRIO DE REPRESENTAÇÃO em Montreal, CANADÁ, visando criar oportunidades de parcerias com Terceiros para implementação de projectos de desenvolvimento sustentável angolano, com tecnologia diversa, assim como de luta contra a SIDA, além do mais.

 

O Administrador de Assistência e Consultoria do Canadá “ S.A.C.O. – C.E.S.O.”, Senhor BENOIT BISAILLON, regozijou-se com a abertura deste Escritório de Representação da Fundação Eduardo dos Santos, que, para si, vai permitir o crescimento de trocas comerciais entre Angola e o Canadá.

Nessa altura, o Senhor Benoit Bisaillon informou à ANGOP, no Canadá, que a Fundação Eduardo dos Santos é uma Instituição não governamental e um parceiro ideal e conveniente de interesse para os angolanos, constituindo tal um “VEIO PROMOTOR” para o investimento estrangeiro em Angola.

Por sua vez, o Presidente da “F.E.S.A.”, Senhor ISMAEL DIOGO, que inaugurou o Escritório de Representação em Montreal, conferiu posse do cargo Directivo da Representação da Fundação no Canadá ao Senhor MARCEL TREMBAY, e da Coordenação Geral angolana ao Senhor FREDERICO KUNTUALA.

A “F.E.S.A.” é por conseguinte uma Instituição de caracter científico, cultural e social, sem fins lucrativos. O essencial da sua actividade subscreve-se na prestação de assistência generalizada, através de consultorias especiais, visando colaborar na busca de soluções para problemas básicos ligados à reestruturação, planificação e desenvolvimento de Angola.

Consta ainda dos objectivos da Fundação promover programas especiais de assistência e ajuda à criança carente, viabilizando a sua integração social, de modo a formar cidadãos úteis à Sociedade.

 

Ao acto solene de abertura do Escritório de Representação da Delegação da “F.E.S.A.” em Montreal, no Canadá, além de outras Entidades, estiveram presentes, em representação da “Paulo Alexander’s Canadian Foundation”, com sede em Toronto, os Senhores Eng. Reginaldo Humberto Nunes de Melo, Presidente do Conselho de Administração; Vice-Presidente e Rui A. da Silva, Administrador Delegado, desta Fundação José Alfico (Fucato), coordenador para os assuntos de Angola.

Estes Senhores representaram ainda a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL AMIGOS DE ANGOLA, com sede em Lisboa – PORTUGAL e qualificaram de oportuno o surgimento de uma Organização tipicamente angolana no Canadá, condição necessária para ajudar em tempo real, de alguma forma, a aproximação de Angola com o Canadá.

O Presidente “Paulo Alexander’s Canadian Foundation” (inerente a Paulo Alexandre Dias Maia de Victória-Pereira, nascido em Luanda, Angola e falecido em Sintra em 21 de Julho de 1998) disse:

“Estamos em crer que vamos promover o intercâmbio (Angola / Canadá), e juntos partiremos para acções de desenvolvimento sustentável, com vista a acudir aos angolanos”.

A “Paulo Alexander’s Canadian Foundation”, tem como objectivos desenvolver acções na área da educação, cultura, histórica e científica e, apoio e ajuda humanitária, entre outros.

Neste contexto, para o Embaixador de Angola no Canadá, Senhor MIGUEL N’ZAU PUNA, a abertura da Delegação da “F.E.S.A.” no Canadá, contribuirá para a Paz e segurança de investimentos estrangeiros em Angola. O Senhor Ismael Diogo acrescentou que a escolha da cidade de Montreal tem a ver com a sua condição de ser o principal polo industrial do Canadá, o que é uma característica de requisito para o progresso de reconstrução e de desenvolvimento de Angola, onde a “F.E.S.A.” está em parceria com o Governo canadiano e outros parceiros intervenientes.

 

Que evidência de oportunidades justifica estes parceiros entre Organizações Não Governamentais (ONG’s) para a reestruturação de Angola do após guerra-civil ?

Angola está, presentemente, mais ou menos estabilizada a nível de segurança territorial e por esta razão compete-lhe, através do seu governo e organizações não governamentais, recolocar, alojar e assegurar a sobrevivência condigna de milhares de cidadãos no seu Território, que foram e muitos ainda são REFUGIADOS, vivendo para além das fronteiras angolanas.

 

É neste contexto também, que a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL AMIGOS DE ANGOLA – “AIAA” considera necessário a parceria generalizada de TODOS quantos possam eficaz e abertamente contribuir para a execução de tal custosa e difícil operação de realojamento em muitas regiões de Angola.

 

Angola situa-se numa parte de África abençoada por Deus.

As populações nativas angolanas, onde se incluem os refugiados, NUNCA tiveram necessidade de plantar para colher, embora se aplique o mesmo que se diz no Brasil, referente a “EM  SE  PLANTANDO, DÁ!”.

O natural angolano das áreas tradicionais sempre colheu o que a Natureza lhe proporcionou em quantidade e qualidade indispensáveis ao seu sustento e manutenção e isto acontece desde SEMPRE, mesmo na época dos BOCHIMANES (o mais antigo Povo daquela região africana).

 

Assim, a Associação Internacional Amigos de Angola – “AIAA”, impulsionada também, no mesmo sentido, pela “PAULO ALEXANDER’S CANADIAN FOUNDATION”, procura incentivar TERCEIROS, mais ou menos aptos, na implementação de Projectos Regionais de Investigação Científica, Histórica e Linguística (dos diversos dialectos angolanos, que justifiquem esse esforço de apoios).

 

È pois necessário ir ao encontro das produções espontâneas angolanas, em cada região, tão conhecidas e aproveitadas sabiamente pelos povos tradicionais.

 

Um dos recursos próprios, por exemplo, é a BORRACHA NEGRA, cuja produção se situa em quase metade do Território angolano, e cuja riqueza foi o arranque de uma Angola moderna votada à exportação dos seus produtos legais.

Há também a BORRACHA VERMELHA do deserto de Namibe/Moçâmedes e ambas as qualidades enriqueceram principalmente as antigas Feitorias de Benguela e de Moçâmedes.

Poderá dizer-se que estes produtos, por exemplo, não têm cotação internacional, mas isso pouco importa para nós.

 

É injusto assistir-se ao sacrifício exigido às populações angolanas regionais e em vias de acomodação e desenvolvimento, algumas delas já desenraizadas há muito, a quem não são garantidas soluções dirigidas ao aproveitamento de BENS  NATURAIS existentes nos “QUINTAIS” de quem mais precisa.

 

 

Lisboa, 31 de Julho de 2003

 

OS SIGNATÁRIOS, EM REPRESENTAÇÃO

DA

 

P’ ASSOCIAÇÃO  INTERNACIONAL  AMIGOS  DE  ANGOLA:

 

 

 

Carlos Caldeira de Victória                  Manuel Maria Caldeira de Potes Cordovil

Presidente                                                                      Vice-Presidente

 

 

*Retroceder