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                                         ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL

                 AMIGOS DE ANGOLA

                                  A.I.A.A.

 

CARTA  ABERTA

 

Dirigida à atenção de:

 

- Organismo Canadiano de Assistência e Consultoria (S.A.C.O. – C.E.S.O.)

- Fundação EDUARDO  DOS  SANTOS  (Angola/Canadá) – F.E.S.A.

- PAULO  ALEXANDER’S  CADANADIAN  FOUNDATION

- AMIGOS  DE  ANGOLA

 

a ainda:

 

- ANGOLANOS

- DIÁSPORA ANGOLANA

- TODA  A  POPULAÇÃO  EM  GERAL

 

INSTITUTO  DO  TCHIVINGUIRO

como

CENTRO  UNIVERSAL

DE

INVESTIGAÇÃO  CIENTÍFICA  GENERALIZADA ?

 

Senhoras e Senhores:

 

Apraz registar os esforços positivos que o Governo da República de Angola vem pretendendo viabilizar com PARCERIAS GENUÍNAS, consubstanciadas onde quer que seja possível, a fim de dar resposta aos inúmeros problemas sociais resultantes da GUERRA CIVIL, que assolou o País durante as últimas décadas.

 

A Embaixada da República de Angola em Ottawa / CANADÁ, respondeu o seguinte, em Ofício nº 178 de 06 de Agosto de 2003, assinado pelo Senhor Embaixador MIGUEL N’ZAU PUNA, à “PAULO ALEXANDRE FOUNDATION” (Toronto / CANADÁ), dirigida ao SECRETÁRIO GERAL desta FUNDAÇÃO, Senhor RUI  A. SILVA, que transcrevemos, com a devida vénia, pelo respeito merecido:

”Tenho a honra de acusar e agradecer a recepção da sua carta, datada de 26 de Julho de 2003, bem como o dossier sobre a Fundação Paulo Alexandre.”

“É sempre muito gratificante que continuem a existir pessoas anónimas e instituições, sobre tudo filantrópicas, com grande vontade de dar resposta aos problemas sociais que os países atravessam, em especial Angola. São muitas as carências e ainda há angolanos que não dispõem do essencial para levar uma vida digna. São elas a razão primeira do governo angolano e também da vossa acção, facto que anima e incentiva todo o ser humano de boa fé, a continuar a lutar por mais justiça social. Eu considero que as Instituições Privadas de Solidariedade Social, como é o caso da Vossa, têm respondido eficaz e humanamente às situações de carências que atingem a população angolana. Por isso o governo angolano tem vindo a apoiá-las moralmente e por vezes estabelecer parcerias conducentes a uma acção coordenada em prol das populações angolanas. No reconhecimento desta realidade, endereço as minhas felicitações pela iniciativa de criar a FUNDAÇÃO PAULO ALEXANDRE que considero tão importante na estratégia que possuímos de reconciliar e reconstruir Angola.”

 

A Associação Internacional Amigos de Angola – “AIAA” (Lisboa/Portugal) felicita, por sua vez, o Senhor Embaixador MIGUEL N’ZAU PUNA, pela abertura humana e democrática demonstrada com a iniciativa de promover e incentivar parcerias para apoio aos DESLOCADOS e DESALOJADOS ANGOLANOS nas suas carências emergentes.

 

A “FUNDAÇÃO PAULO ALEXANDRE” constitui-se em parceria com a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL AMIGOS DE ANGOLA e estas duas Instituições, desde já, prometem estar em parceria com a FUNDAÇÃO JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS – “FESA”, que abriu recentemente Escritório de Representação em Monreal/Canadá.

A conjugação destas parcerias insere-se essencialmente no apoio aos desalojados em território angolano, e também na Diáspora, como Refugiados, Exilados ou Emigrantes espalhados pelo Mundo.

 

Assim dizia ROUSSEAU, referindo-se à educação de “Emílio”:

“... Repito que o meu propósito não é comunicar-lhe conhecimentos, mas pô-lo em condições de os adquirir por si mesmo, quando lhe sejam necessários ...”.

De facto, o BEM MAIOR que se pode dar aos angolanos e, por inerência aos AMIGOS DE ANGOLA, de todas as idades, em todas as Latitudes e Longitudes, é dar-lhes condições, para que possam adquirir, por si mesmos, quando lhe sejam necessários, conhecimentos indispensáveis à suas sobrevivências condignas.

É sabido que o território angolano tudo produz em quantidade e qualidade para a própria sobrevivência nacional, mas para tanto é necessário conhecer quais são de facto os seus RECURSOS NATURAIS e porquê e como aconteceram tão abundantemente.

É por esta razão que a “AIAA” e a “Fundação Paulo Alexandre” se importam que o Instituto do Tchinvinguira (no Planalto da Humpata/HUÍLA) se transforme num CENTRO GENERALIZADO DE ESTUDOS E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA.

Há três razões, pelo menos, para que assim aconteça:

-             a primeira, porque ANGOLA não pode nem deve somente depender das informações técnicas que lhe sejam fornecidas pelo estrangeiro;

-             a segunda, porque pode haver omissões ou desvios propositados nessas informações;

-             a terceira, porque há conceitos científicos que devem ser reformáveis por sua inexactidão.

Neste último ponto, por exemplo, de acordo com Carlos Caldeira de Victória-Pereira (também signatário desta Carta), no Livro de sua autoria, ENSAIO CIENTÍFICO, intitulado “O CONFLITO DAS ORIGENS UNIVERSAIS”, contesta os PERÍODOS GEOLÓGICOS definidos nas principais divisões da Terra pelo ensino comummente aceite.

Em conformidade com o QUADRO dos referidos Períodos Geológicos, temos:

 

PERÍODOS  GEOLÓGICOS

 

Plionégico

 

Neogénico

 

 

 

Miocénico

CINOZÓICO

 

 

 

Oligogénico

 

Paleogénico

 

 

 

Eogénico

 

 

 

 

 

 

 

Cretáceo(grés brancos antigos)

MESOZÓICO

Jurássico

 

 

Triássico

 

 

 

 

Pérmico

Superior

Carbónico

 

 

Devónico(grés vermelhos antigos)

PALEOZÓICO

 

 

 

Silúrico

 

Inferior

Ordovínico

 

 

Câmbrico

 

 

 

PRÉ-CÂMBRICO

Tempo presente

 

Em “O CONFLITO DAS ORIGENS UNIVERSAIS” o Autor afirma que há apenas DUAS ERAS GEOLÓGICAS da Terra e um ELEMENTO, que definem a transição de uma ERA para a outra.

- A primeira corresponde aos movimentos telúricos da ERA ANTES DO DILÚVIO (a. D.);

- A segunda corresponde à ERA DEPOIS DO DILÚVIO (d. D.) .

O Elemento de transição continua actual e está representado nas Rochas das Montanhas Calcárias com os seus diques de grés, cuja cor e densidade variam, sendo que na cor varia da Branca até à Vermelha (raras excepções ao Cinzento/Negro).

As Montanhas FELDSPÁTICAS e, em sequência, as Graníticas, são originárias do após-Dilúvio (d. D.), por desgaste hidráulico, que sofreram as Montanhas Calcárias, durante quarenta e cinco dias aproximadamente.

O DILÚVIO (Bíblico) aconteceu, e em todos os recantos da Terra simultaneamente, tendo derretido as calotes Polares e o gelo das montanhas de grande altitude, o que contribuiu para que o Planeta se transformasse, todo ele, num autentico e único mar.

Neste MAR imenso decorreram cursos marítimos combinados com água doce, percorrendo uns do Hemisfério Norte para o Sul; e outros do Sul para o Norte, com baldeamentos para um lado e para o outro das respectivas correntes (fortíssimas).

Estes cursos, que iam de cinquenta a duzentos metros de altura (por estimativa), tinham uma largura de mais ou menos oitenta quilómetros e comprimentos de milhares de quilómetros em alinhamentos rectos.

Com o rebaixamento das águas diluvianas, que regressaram aos leitos habituais de menor altitude restaram os CORREDORES ALUMÍNICOS nos solos por onde decorreram os cursos de água.

São estes CORREDORES ALUMÍNICOS os responsáveis pela formação dos depósitos minerais, como Diamantes, Cromites, Níquel, Mercúrio, Corindo e essencialmente PETRÓLEO BRUTO e GÁS NATURAL.

Os restantes minerais acontecem por esbanjamento dos ditos cursos de água, a seu tempo, depositados em MASSAS ou FILÕES.

 

O Território Angolano possui dois grandes CORREDORES ALUMÍNICOS.

-             O primeiro, passa também na PLATAFORMA CONTINENTAL (portuguesa), nas proximidades de Lisboa - PORTUGAL e continuará (de Sagres) com 80 Km de largura nas actuais Águas Territoriais Portuguesas, onde presumi-mos a existência de PETRÓLEO BRUTO e GÁS NATURAL, (com esbanjamento para Torres Vedras e arredores, que, por estar a menos de cento e vinte metros de profundidade se mantém oxidado). Este Corredor atravessa Marrocos (com Gás natural); Argélia (com Petróleo); Nigéria e Ilha do Príncipe (com Petróleo); finalmente Cabinda/ANGOLA até entre Benguela e Namibe (com Petróleo na Plataforma Continental) atravessando o Continente angolano, indo para além da Namíbia.

-             O segundo Corredor Alumínico termina no Mar Cáspio (Bacun) com Petróleo e Gás Natural; passa pela Síria, Iraque, Arábia Saudita (corta o Mar Vermelho); Egipto; Sudão; República Centro Africano, Zaire, Angola e Namíbia (Walviz Bay), sendo até à República do Centro Africano rico em Diamantes, Cromite, Níquel, Corindo, etc. .

 

É neste contexto, que se justifica o CENTRO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA DO THINVINGUIRO, na medida que estes dois Corredores definem os diversos produtos angolanos de grande sobrevivência para os angolanos e para Angola.

 

Lisboa, 15 de Agosto de 2003

 

 

P’ ASSOCIAÇÃO  INTERNACIONAL  AMIGOS  DE  ANGOLA:

 

 

Carlos Caldeira de Victória            Manuel Maria Caldeira de Potes Cordovil

Presidente                                                                           Vice-Presidente

 

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